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21/12/2020

AGRICULTURA - 3º Fórum anual do Cacau é sucesso de público em 2020

Agricultura


O Fórum Anual do Cacau - organizando anualmente pela iniciativa CocoaAction Brasil e que reúne toda a cadeia para discutir temas relevantes para o avanço e desenvolvimento sustentável da cacaiucultura - teve que ser revisto em 2020, devido à pandemia e impossibilidade de realização de eventos presenciais. Adaptado para o ambiente online, esse ano o 3º Fórum Anual do Cacau englobou uma série de cinco webinars, cada um focado num tema específico, juntando especialistas, consultores, técnicos e produtores não só de cacau, como também de outras culturas, para uma rica troca de conhecimentos e experiências, com a possibilidade de debate e perguntas feitas pelo amplo público participante.

Cada webinar foi organizado de maneira a trazer para o debate temas que são prioridades para a cadeia, e para a iniciativa no Brasil, como o aumento de produtividade, a melhoria da qualidade do cacau, melhor gestão da propriedade, fortalecimento da organização de produtores, melhores condições de vida e trabalho, juventude, gênero & sucessão familiar, entre outros. As discussões foram moderadas por Eduardo Sampaio, da equipe CocoaAction Brasil. Ficou claro que o cacau, quando conduzido seguindo-se as boas práticas agrícolas, com produtividade alta e com a tecnologia disponível, permite ao produtor ter lucro significativo por hectare, mais alto que diversas outras culturas.

Começando em julho, o primeiro webinar da série teve como tema central: “Fertilidade do Solo e Produtividade: Adubar para Lucrar” e trouxe George Sodré (CEPLAC), Laís Franco (Agrícola Cantagalo), Ronaldo Silveira (RR Agroflorestal) e Ney Ralison (Coopercau/PA) juntos, discutindo a importância da fertilização e do manejo de solo para a produtividade do cacaueiro, com exemplos concretos de campo, e consequentes retornos substanciais para o produtor.

O segundo webinar, em agosto, “Modelos de Sucesso na Gestão da Produção” reuniu produtoras de cacau e um caso de sucesso do café, para uma conversa inspiradora sobre sucessão, gestão profissional, transformação de pessoas e proteção do patrimônio. Estiveram juntas Cláudia Sá (produtora na Bahia), Elisângela Trzeciak (produtora no Pará), Adriana Reis (CIC) e Carmen Lúcia Brito, Ucha (produtora referência de café em Minas Gerais).

Em setembro, o terceiro webinar trouxe o lançamento do Relatório do Instituto Floresta Viva (IFV), intitulado “Panorama da Cacauicultura no Território Litoral Sul da Bahia: 2015-2019”. Os pesquisadores e coordenadores do projeto, Rui Rocha e Jorge Chiapetti, trouxeram, em primeira mão, os resultados deste abrangente estudo que cobriu aspectos sociais, econômicos e ambientais da produção cacaueira no Litoral Sul da Bahia, analisando condições de vida e trabalho, gênero e juventude, manejo e práticas agrícolas, técnicas de processamento, produtividade, acesso a crédito, entre outros temas, por meio de entrevistas anuais com 2.443 pequenos produtores de cacau, de 26 municípios, ao longo de quatro anos. O relatório completo e suas importantes constatações, além de gráficos, tabelas e material visual riquíssimo, pode ser acessado na íntegra aqui: Clique aqui_Relatório

O quarto webinar, “Poda, Luz e Densidade de Plantio: Manejar para Lucrar”, ocorrido em outubro, reuniu Raul Valle (CEPEC/CEPLAC), George Sodré (CEPLAC) e José Carlos Maltez (produtor de cacau na Bahia, em área de cabruca), para uma discussão técnica, com forte embasamento científico e exemplos práticos de campo, sobre o manejo da densidade de cacaueiros, e da importância de podar e manejar luz, sombra, vento para a produção de cacau. Foi interessante notar que a experiência compartilhada, de aumento de 60% na produtividade em “cabruca raleada” mediante a adoção das boas práticas em relação à fertilização, poda e manejo da luz e densidade de plantio, está em linha com o que foi apresentado pelo relatório do Instituto Floresta Viva, mencionado anteriormente.

Fechando o ano, em 15 de dezembro, o quinto webinar abordou o tópico: “Colhendo Melhor, Vendendo com mais Lucro: Boas Práticas de Colheita e Processamento para Impulsionar a Qualidade do Cacau”, dando continuidade aos webinars anteriores, a fim de consolidar as práticas ideais de pré e pós colheita do cacau, e garantir o bom trabalho de todas as fases da produção, com lucro para o produtor. Os palestrantes Priscila Efraim (Unicamp), Adriana Reis (CIC), Helton Gutzeit (produtor no Pará, Fazenda Panorama) e Lucas Arléo (produtor na Bahia, Fazenda Santa Rita) expuseram conteúdo importante e belas imagens explicativas sobre a formação dos frutos, pragas do cacaueiro, colheita e quebra dos frutos, secagem, fermentação e armazenamento das amêndoas, além de suas experiências com a comercialização, investimentos em qualidade, participação em concursos e o movimento “bean to bar”.

Além de forte presença de público ao vivo nos webinars, média de 200 participantes por sessão, os vídeos no YouTube atraíram grande público após o evento, visualizados por pessoas que não puderam acompanhar as discussões em tempo real. Os cinco webinars tiveram respectivamente (até hoje): 3.450, 1.390, 1.360, 1.840 e 1.024 visualizações, totalizando mais de 9.000 visualizações. Esses dados mostram o interesse do público, a qualidade dos palestrantes e conteúdos apresentados, bem como a relevância deste formato para disseminar informação para a melhoria contínua da produção de cacau (e da lucratividade do produtor) no Brasil.

Aproveitamos para agradecer novamente todos os palestrantes que participaram desta série de webinars, ao público que prestigiou o evento e também às oito empresas patrocinadoras da iniciativa: Barry Callebaut, Cargill, Dengo, Harald, Mars, Mondelez, Nestlé e Olam.

Em 2021, retomaremos a organização do 4º Fórum Anual do Cacau, na esperança de que o evento possa ser realizado presencialmente, em algum momento seguro para todos.

O CocoaAction Brasil é uma iniciativa da Fundação Mundial do Cacau, atuante no Brasil desde 2018, com abordagem público-privada, multi-stakeholder e colaborativa. Em sua estrutura de governança, estão diversas entidades brasileiras representativas do setor, que constroem justas as prioridades e ações para o desenvolvimento sustentável da cadeia (pilares econômico, social e ambiental).